23/06/1997—00:39
À minha mãe
Ainda é cedo noite não se vá
tão depressa, deixe-me curtir minhas saudades. Enquanto as lágrimas carregada
de saudosismo inundam meus olhos, e as lembranças parece abraçarem.Não sinto
sono, só uma imensa vontade de escrever mais um pouco da minha história.Já me
despedir de tantas pessoas amadas que atravessaram a ponte para a
eternidade.Três anos era o que eu tinha, quando o coração da minha mãe parou de
bater pra sempre.
Hoje estou crescido, tanto tempo já
perdi tanto na vida que me perco diante deste monumento erguido em minha
memória.A saudade, a falta me faz querer viver melhor, fazendo e refazendo a
minha história.
Há se eu pudesse abraçar aquela rosa
de tranças negras como sua pele, ter minhas orelhas puxadas por suas mãos calejadas
do trabalho árduo. O seu olhar achocolatado cor de mel não me lembro bem. Não
tenho seu perfume do campo, só uma saudade do que tive. Ela se foi embalsamada
numa caixa de madeira e nem se despediu de mim.Quantas gentes se foram e eu
fiquei aqui escondido na saudade infantil. É o que eu quero ser, quando aos
oitocentos e alguns anos for necessário atravessar a ponte.
Não me lembro daquela rosa
sorrindo nem chorando, da sua voz, jamais vou me lembrar, seu andar. Só uma
fotografia 3x4 já se desfazendo.
Assim era minha Mamãe e sempre
será, com a beleza destas rosas[in memórias; *Aurelina de Jesus Matias
Baixar canto de Mãe
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