Uma flor chamada Azuerk.
Uma rosa silenciosa, cheia de segredos secretos, sua alma bela cercada
pelos fatos, desabrochou num silêncio estonteante entre os vales de
jacobina quando o vento balançou suas pétalas cheias de silêncio,
com um tom de azul- marinho. Lentamente balançava suas
folhas, mas um balançar silencioso descompassado. Cada compasso de
sua alma exalava mistério que tatuavam sua memória rabiscada pelo tempo.
Mas a flor é perfumada de sonhos. Um cofre a sete chaves, onde estão seus
tesouros: sentimentos revestidos de amor preservado dentro de um
silêncio que se soltam com um vento de um olhar que parece demorar de chegar.
Que decodifica os sentimentos secretos, fazendo desabrochar num vale de
puro sentimento.
Um amor tão sublime, que alimente seus sonhos como
uma chuva de paixão formando um rio desaguando no portal de sua alma,
levando embora os sentimentos nocivos, deixando suas pétalas mais azuis
com um tom angelical, de uma alma repleta de sonhos cor de rosa. Um
universo azul feito o mar, que se esconde em seu mundo de Amor, num
casulo costurado de temores se negando a falar de amor.
Mesmo assim percebo que seu perfume é raro. Sua serenidade revela sem
querer seu jeito natural de querer ser amada deixando escapar uma essência
misturada de adolescência, uma flor que se eternizará no lirismo da minha
alma de poeta. Um balançar dengoso comedido escondido nos gestos espontâneo da
flor.
Fechada como um botão de rosa esperando o raio de sol das manhãs para se
abrir espalhando seu perfume pelo jardim que alimenta o tempo todo seu lindo
broto. O que faço pra ver o interior da flor sem tocar suas pétalas? Pela
poesia, única maneira legal de visitar o seu secreto vale onde
a flor se esconde protegida pelas marcas de um tempo que veio ,
foi, e se encarregou de cicatrizar as feridas no mundo da flor.
Mesmo assim contemplei muita beleza em seu jeito simples de querer ser
amada, de desejar que o amor goteje em sua alma, feito orvalho da manhã;
nutrindo todo seu ser lírico que anjelicalizou por inteiro esse coração
no desabrochar de cada dia, no compasso da teia humana. Uma flor,
ninfa nascida no jardim enfeitado de amor.
Existe uma aquarela de sentimentos que denota toda sua
sensibilidade. Os dias vão passando lentamente, e ela
querendo se perder ao encontrar o trem que a levará pelas estradas das
fantasias que o amor rabiscou em seu coração ainda na adolescência agora
se forma uma teia com fios de realidades dourados de sonhos. A flor se
situa na realidade e deixou a conotação, por um pouco de tempo, visitei o
cantinho dos seus sentimentos.
Quando passei próximo a ela uma janela se abriu só pra mim, e dela
saíram palavras de quem confia; de quem se parece. Ela caminhou pelos meus
rabiscos poéticos sacodindo suas pétalas ao perceber a essência do meu
eu. O verossímil, que denuncia a catarse das almas, em busca do que já
encontrou e a cada dia se perde no sofrimento passional.
Como posso ser o que o “eu” quer ser, vou sendo artista e fazendo dos
seus rabiscos de beleza um jardim de palavras onde ela se humanifica e vive no
meu mundo real, desenho seus traços, seu perfume, sua sombra e permito
que ela brinque no mundo só nosso. Onde a flor e o poeta podem viver
eternamente, mergulhado na inocência de um tempo. Uma história
sucumbida no tempo presente, sem começo nem fim.
quarta 04 dezembro
2013 10:54

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