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10/03/2018

CONTO: UMA FLOR CHAMADA AZUERK



Uma flor chamada Azuerk.

Uma rosa silenciosa, cheia de segredos secretos, sua alma bela cercada pelos fatos, desabrochou num silêncio estonteante entre os vales de  jacobina quando  o vento balançou suas pétalas  cheias de silêncio, com um tom  de azul- marinho. Lentamente  balançava  suas folhas, mas um balançar  silencioso descompassado. Cada compasso de  sua alma exalava mistério que tatuavam sua  memória rabiscada pelo tempo. Mas a flor é perfumada de sonhos. Um cofre  a sete chaves, onde estão seus tesouros: sentimentos   revestidos de amor preservado dentro de um silêncio que se soltam com um vento de um olhar que parece demorar de chegar. Que decodifica  os sentimentos secretos, fazendo desabrochar num vale de puro sentimento.

 Um   amor tão sublime, que alimente seus sonhos como  uma chuva de paixão formando um rio desaguando no portal de sua alma, levando embora os sentimentos nocivos,  deixando suas pétalas mais azuis com um tom angelical, de uma alma repleta de sonhos cor de rosa.  Um  universo azul feito o mar,  que se esconde em seu mundo de Amor, num casulo costurado de temores se negando a  falar de amor.

Mesmo assim percebo que seu perfume é raro. Sua serenidade revela sem querer seu jeito natural de querer ser amada deixando escapar uma essência misturada de adolescência, uma flor que se eternizará  no lirismo da minha alma de poeta. Um balançar dengoso comedido escondido nos gestos espontâneo da flor.

Fechada como um botão de rosa esperando o raio de sol das manhãs para se abrir espalhando seu perfume pelo jardim que alimenta o tempo todo seu lindo broto. O que faço pra ver o interior da flor sem  tocar suas pétalas? Pela poesia, única maneira legal de visitar o seu secreto  vale  onde a  flor se esconde protegida pelas  marcas de um tempo que veio , foi, e se encarregou de cicatrizar as feridas no mundo da flor.

Mesmo assim contemplei muita beleza em seu jeito simples de querer ser amada, de desejar que o amor goteje em sua alma, feito orvalho da manhã; nutrindo todo seu ser lírico  que  anjelicalizou por inteiro esse coração no desabrochar  de cada dia, no compasso da teia humana. Uma  flor, ninfa nascida no jardim enfeitado de amor.

Existe uma aquarela de  sentimentos que denota toda sua sensibilidade. Os    dias vão passando lentamente, e ela querendo se perder ao encontrar o trem que a levará pelas estradas das fantasias que  o amor rabiscou em seu coração ainda na adolescência agora se forma uma teia com fios de realidades dourados de sonhos.  A flor se situa na realidade e deixou a conotação, por um pouco de tempo, visitei o cantinho dos seus sentimentos.

Quando  passei próximo a ela uma janela se abriu só pra mim, e dela saíram palavras de quem confia; de quem se parece. Ela caminhou pelos meus rabiscos poéticos sacodindo suas pétalas  ao perceber a essência do meu eu. O verossímil, que denuncia a catarse das almas, em busca do que já encontrou e a cada dia se perde no sofrimento passional.

Como posso ser o que o “eu” quer ser, vou sendo artista e fazendo dos seus rabiscos de beleza um jardim de palavras onde ela se humanifica e vive no meu mundo real, desenho seus traços, seu  perfume, sua sombra e permito que ela brinque  no mundo só nosso. Onde a flor e o poeta podem viver eternamente, mergulhado na inocência de  um  tempo. Uma história sucumbida no tempo presente, sem começo nem fim.

quarta 04 dezembro 2013 10:54

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