06/03/2018

Á MINHA MÃE(IN MEMÓRIAN)



Blog de denivalmatias :RESQUÍCIOS DE POESIA- DENIVAL MATIAS, À minha mãe, imagem 3X4

                                                                                                                                23/06/1997—00:39

      À minha mãe

 Ainda é cedo noite não se vá tão depressa, deixe-me curtir minhas saudades. Enquanto as lágrimas carregada de saudosismo inundam meus olhos, e as lembranças parece abraçarem.Não sinto sono, só uma imensa vontade de escrever mais um pouco da minha história.Já me despedir de tantas pessoas amadas que atravessaram a ponte para a eternidade.Três anos era o que eu tinha, quando o coração da minha mãe parou de bater pra sempre.

Hoje estou crescido, tanto tempo já perdi tanto na vida que me perco diante deste monumento erguido em minha memória.A saudade, a falta me faz querer viver melhor, fazendo e refazendo a minha história.

Há se eu pudesse abraçar aquela rosa de tranças negras como sua pele, ter minhas orelhas puxadas por suas mãos calejadas do trabalho árduo. O seu olhar achocolatado cor de mel não me lembro bem. Não tenho seu perfume do campo, só uma saudade do que tive. Ela se foi embalsamada numa caixa de madeira e nem se despediu de mim.Quantas gentes se foram e eu fiquei aqui escondido na saudade infantil. É o que eu quero ser, quando aos oitocentos e alguns anos for necessário atravessar a ponte.

 Não me lembro daquela rosa sorrindo nem chorando, da sua voz, jamais vou me lembrar, seu andar. Só uma fotografia 3x4 já se desfazendo.

Assim era  minha Mamãe e sempre será,  com a beleza destas rosas[in memórias; *Aurelina de Jesus Matias

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